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Denny Remanaschi

Marília (SP)

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Daniel Lc
Comentário · há 10 anos
Pra começar:
O conceito “Ideologia de Gênero” foi criado por sociólogos reunidos em uma conferência da ONU na cidade de Pequim, em 1995, a Conferência Mundial sobre a Mulher, onde fizeram uma análise dos obstáculos a superar para que as mulheres pudessem exercer plenamente seus direitos e alcançar seu desenvolvimento integral como pessoas.
Identificaram-se doze obstáculos ou áreas de preocupação prioritárias:
1) a crescente proporção de mulheres em situação de pobreza (fenômeno que passou a ser conhecido como a feminização da pobreza);
2) a desigualdade no acesso à educação e à capacitação;
3) a desigualdade no acesso aos serviços de saúde;
4) a violência contra a mulher;
5) os efeitos dos conflitos armados sobre a mulher;
6) a desigualdade quanto à participação nas estruturas econômicas, nas atividades produtivas e no acesso a recursos;
7) a desigualdade em relação à participação no poder político e nas instâncias decisórias;
8) a insuficiência de mecanismos institucionais para a promoção do avanço da mulher;
9) as deficiências na promoção e proteção dos direitos da mulher;
10) o tratamento estereotipado dos temas relativos à mulher nos meios de comunicação e a desigualdade de acesso a esses meios;
11) a desigualdade de participação nas decisões sobre o manejo dos recursos naturais e a proteção do meio ambiente; e
12) a necessidade de proteção e promoção voltadas especificamente
para os direitos da menina.

Nada do que foi debatido diz respeito à uma mulher ter o direito de ser homem e nem o contrário. Biologicamente, homem e mulher nunca serão iguais.
Não vejo problema nenhum enquanto mantivermos a discussão do tema "Ideologia de Gênero" na esfera social, acho inclusive muito salutar e desejável. O problema começa quando, deturpando o conceito original, a abordagem do tema é feita, ardilosamente, na esfera biológica, sobretudo sobre a questão sexual.

A igualdade entre homem e mulher é um dos maiores direitos da raça humana. Na Ideologia de Gênero, porém, o enfoque que se está sendo dado atualmente, não se trata de igualdade de diretos, mas do próprio nivelamento de qualquer diferença, inclusive a diferença biológica entre homem e mulher.

Não é necessário ter muita profundidade na reflexão para perceber que essa situação, juridicamente falando, vai gerar uma série de aberrações.

Pergunto a autora do texto:
1) Um homem passa a se sentir mulher, se define como tal a partir de então, briga e leva uma surra outro homem. Essa pessoa está protegida pela Lei Maria da Penha? Digamos que, absurdamente falando, sim. Uma semana depois ela acredita que não é mais mulher, passa a se definir como homem novamente. E agora?

2) Um casal onde o pai passou a se definir como mulher e a mãe passou a se definir como homem. Tudo que importa é a felicidade do casal. Os filhos ou filhas não aceitam esta situação e se recusam a viver num lar como este, que não foi aquele onde nasceram e cresceram. São filhos ou filhas homofóbicas? E agora?
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